TÉCNICO DE CAMARÕES BUSCA ESPAÇO NO FUTEBOL BRASILEIRO

Nos últimos tempos, o futebol brasileiro tem tido a com frequência a participação de treinadores estrangeiros em clubes do primeiro escalão, “professores” que chegam em muitos casos, como a solução para os problemas do baixo nível técnico exibido dentro de campo, Jorge Jesus, do Flamengo é o eleito da vez ao lado de Jorge Sampaoli, do Santos, um português e um argentino, ambos com vasta experiência na europa, são apostas para tentar colocar em prática, um nível de futebol como o apresentado nos maiores campeonatos do mundo. Será que eles vão conseguir, fica a dúvida, até agora nenhum treinador estrangeiro venceu um campeonato brasileiro, o único registro existente, que vale a lembrança, é o campeonato de 1954, denominado a época como Taça Brasil, o Bahia foi o campeão daquele ano e no jogo final quem estava à beira do gramado, era o argentino Carlos Volante. O porquê dessas faltas de conquistas de técnicos estrangeiros, é uma discussão importante para os debatedores de futebol, mesas redondas, padarias e etc.

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No futebol de várzea, um ex-atleta de Camarões começa a escrever sua história fora das quatro linhas, Camarões é reconhecidamente uma das grandes potências do futebol africano, em 2000, a seleção olímpica que tinha em seu ataque um dos maiores centroavantes que o Barcelona já teve, Samuel Eto’o, levou a medalha de ouro na Austrália vencendo a seleção espanhola na final, e de quebra alcançou um feito relevante, o de ter eliminado uma das grandes seleções olímpicas que o Brasil já teve, Ronaldinho Gaúcho, Lúcio, o meia Alex que brilhou por Palmeiras e Cruzeiro, antes de se tornar ídolo na Turquia pelo Fenerbahçe, eram nomes de peso no time que perdeu na prorrogação, levando o gol de ouro com dois a mais em campo para os leões africanos, o gol de ouro pra quem não sabe, era uma regra tida para prorrogações, que determinava o vencedor da partida, aquele que marcasse primeiro o gol na prorrogação, era o vencedor da partida, atualmente poucas competições utilizam essa regra.

Roger Milla que foi um dos destaques da Copa de 90, é outro nome que ressalta a força do futebol camaronês, um autêntico camisa 9, Milla mostrava sua ginga nas comemorações de seus gols sambando e indiretamente já era visto um laço forte entre camaroneses e brasileiros, a qualidade técnica e a alegria são marcas registradas do futebol brasileiro, sempre foram qualidades vistas nos ídolos de Camarões, curiosamente e tão importante quanto, nosso país tem acolhido pessoas de muitas nacionalidades, nas ruas de São Paulo, já é possível identificar comunidades formadas apenas por pessoas advindas de países africanos. Sejam bem-vindos, nosso país é de todos, precisamos ter mais respeito por essas pessoas que vem em busca de uma vida melhor.

  • Saimon Shabalala – Treinador

O Camaronês Saimon, que gosta de ser chamado por Shabalala, é atualmente treinador da categoria de base do Negritude Futebol Clube, a equipe do Arthur Alvim, que está realizando a 20º edição do seu torneio de futebol amador, além de ser muito tradicional pelas conquistas que possui na várzea, é uma das poucas referências que existem no futebol brasileiro, que luta pela reconhecidamente pela igualdade e tem entre os seus valores, o respeito com o próximo, algo difícil de se ver no futebol de “cifras” e na maioria dos setores da sociedade.

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Foto: Reuters/Andrew Boyers

Vale lembrar que a seleção de Camarões até o mês de Julho era dirigida pelo ídolo holandês, que jogou pelo Botafogo do Rio de Janeiro, Clarence Seedorf, o mau desempenho apresentado pela equipe africana na Copa Africana de Nações, sendo eliminado pela Nigéria nas oitavas de final, fez com que a federação Camaronesa mudasse os rumos e neste momento, Camarões segue sem a definição de quem será o seu próximo comandante, Saimon está no começo, mas por que não podemos vislumbrar uma oportunidade dessas no futuro, o futebol é uma caixinha de surpresas. 

Nossa equipe teve a oportunidade de registrar um pouco do trabalho de Shabalala, à frente do Negritude e bateu um papo com o treinador à beira do campo, simpático e atencioso, o ex-atleta falou sobre suas expectativas, seus objetivos e também sobre o futebol camaronês que já revelou tantos nomes para o mundo do futebol profissional, um grande exemplo de que o futebol vai muito além do “11 contra 11”. Confira nossa entrevista com Saimon “Shabalala”, Treinador do Negritude Futebol Clube:

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Roger Marques

Redator do site www.avarzea.com.br e colunista do site www.spfc24horas.com.br

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