CRIANÇAS TORCEDORAS DO JUVENTUS, SÃO EXPULSAS DE JOGO DA COPA PAULISTA

Já pensou se um dia você levar seu filho(a) a uma partida de futebol e vocês não poderem acompanhar o jogo devido ao seu filho(a) ser uma criança, pois bem, por mais absurdo que seja a idéia, ela aconteceu com um família na última terça-feira, 30 de Julho, no jogo entre Juventus da Mooca e Corinthians, pela Copa Paulista, torneio que reúne equipes do futebol profissional e é organizado pela federação paulista de futebol.

Que a federação paulista já deu diversas derrapadas, isso é contemporâneo, mas organizar um torneio que impede crianças de assistirem aos jogos, isso é no mínimo questionável, é de conhecimento de todos que existem leis municipais, estaduais e por ai vai, elas devem ser respeitadas, no caso relatado nas redes sociais, o desencontro de informações é evidente, e fica até dificil definir os responsáveis. O site avarzea.com.br que preserva a essência do futebol, deixa aqui o texto completo da publicação, em forma de repúdio aos responsáveis e deixa uma reflexão, o que estão fazendo do futebol, o simples “11 contra 11”, pelo visto é bem mais complexo do que se pensa.

FONTE: SETOR 2 – JUVENTUS

NOTA DE REPÚDIO!

criança-expulsa-copa-paulistaO Juventus venceu o Corinthians nesta terça-feira (30), no tenebroso horário das 15h, em um confronto inexplicavelmente marcado para o estádio Jayme Cintra, em Jundiaí. Se não bastasse duas equipes da capital paulista se enfrentarem fora da cidade em um péssimo horário, outro fato marcou a partida: crianças foram IMPEDIDAS de assistir o jogo.

Duas crianças, de 3 e 4 anos, foram barradas por uma decisão autoritária da FPF, 49º Batalhão da Polícia Militar do Interior e um frustrado juiz jundiaiense. Assim que chegaram na bilheteria visitante, os pais foram informados que “menores de 5 anos não podem assistir partidas de futebol, mesmo acompanhados dos representantes legais”. Detalhe, ao lado da entrada visitante figura uma placa com a mensagem “Futebol para todos” e existiam crianças pequenas na arquibancada local.

O batalhão designado para aquela partida, mal preparado, informou que existe uma Lei Estadual com tal determinação. Vale ressaltar que as duas crianças estão presentes em todos os jogos na Rua Javari e já viajaram nas últimas semanas para as cidades de Porto Feliz e Taubaté.

Após muita conversa, ligações para a Ouvidoria da FPF e demais responsáveis, a Lei Estadual foi transformada em um alvará local que determina que apenas crianças acima de 3 anos poderiam entrar no Jayme Cintra. Tal processo é de 2013 e corre em sigilo, desta maneira não é possível saber a que se relaciona tal restrição, tampouco sua validade.

Na sequência, o Comandante responsável autorizou a entrada de uma das crianças e informou que o pai deveria ir até a entrada principal (lado oposto do estádio) carregando sua filha para ter uma autorização da responsável pelo Juizado de Menores.

Dentro do estádio um novo problema: Theo, de 4 anos, é cadeirante e simplesmente não existe nenhum tipo de acessibilidade no setor destinado aos visitantes, em mais uma violação ao Estatuto do Torcedor. Os membros da torcida ajudaram a carregar suas coisas até o único lugar em que uma cadeira de rodas poderia ficar posicionada em segurança. Em nenhum momento o policiamento ou os representantes da FPF se ofereceram para ajudar o processo, pelo contrário, fizeram de tudo para dificultar.

Minutos depois, o pai das crianças voltou até a entrada visitante com autorização da tal representante e tudo parecido resolvido. Porém, com a partida em andamento, um membro da FPF entrou em contato com o policiamento e pediu para retirar Antonella, de 3 anos, da arquibancada. A situação foi tão constrangedora que o Comandante não se deu ao trabalho de andar alguns metros e avisar o pai da criança, pediu para torcedores do Juventus fazerem tal ação.

Desta maneira, os dois foram expulsos do estádio. A criança ficou do lado de fora com o pai e os policiais ainda impediram ambos de terem alguma visão do campo. Antonella se sentou na calçada e perguntou porque não podia ficar ao lado do seu irmão. A cena é triste, mostra como ações arbitrárias e a falta de bom senso estão acabando com o futebol e afastando todos dos estádios.

Se não bastasse a elitização do esporte, horários e dias inacessíveis das partidas, os órgãos envolvidos fazem de tudo para atrapalhar o torcedor. Sempre ressaltamos que somos uma torcida sem mensalidade ou sócios, vivemos para defender o Juventus e seus torcedores. Em seus VALORES a FPF destaca: “Atender às necessidades dos filiados tanto na organização das competições quanto na proteção e defesa do torcedor”.

O Setor 2 deixa o questionamento: Proteção e defesa de quem? Liberdade para torcer e um futebol para todos!

Para Lucas e Adriane, pais das crianças, fica nossa admiração. Pessoas como vocês merecem nosso respeito, ajudam o Juventus e o futebol a estarem vivos para as próximas gerações.



Roger Marques

Redator do site www.avarzea.com.br e colunista do site www.spfc24horas.com.br

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