BRASIL PAÍS DO FUTEBOL (ESTRANGEIRO)

O Brasil que ficou reconhecido mundialmente por ser uma fábrica de craques, transpira para seduzir atletas estrangeiros enquanto muitos no futebol amador precisam apenas de uma oportunidade.

Resiliência: Capacidade de lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, essa é uma das definições sobre o que se chama de virtude do momento. O que isso tem haver com o futebol?



É notória a falta de atletas diferenciados disputando competições nacionais, salvo casos de clubes que detém um potencial financeiro diferente da maioria, casos de Flamengo e Palmeiras, o restante dos clubes sofrem para manter as contas em dia e o resultado dessa desorganização se vê no futebol apresentado dentro de campo, uma solução para superar esse momento, talvez esteja debaixo dos narizes dos dirigentes e eles nem perceram, ou estão se fazendo de cego.

Como quem novamente se reinventa o futebol brasileiro resiliente que é, está desenvolvendo um novo padrão, quem acompanha o noticiário esportivo, tem notado que uma enxurrada de estrangeiros estão circulando pelos campos de futebol do nosso país, existem casos de sucesso que justificam o investimento e a visibilidade, porém existem muitos que sugere a desvalorização do “produto interno bruto”:

  • Desvalorização de atletas da várzea:

Anúnciado como novo reforço do Flamengo para a temporada 2019, Michael Richard Delgado de Oliveira, 23 anos, destoa em um cenário onde só se fala na contratação de atletas e dirigentes de outras nacionalidades, a história do atacante está sendo apresentada à todos, como exemplo de determinação, quem conhece a realidade do futebol amador no Brasil, sabe que como Michael, muitos lutam pelo seu espaço no mundo da bola e muitas vezes são deixados de lado, por atletas figurativos que em muitos casos mal chegam a entrar em campo.

brunohenriquevarzeaBruno Henrique, que é outro que surgiu no futebol amador e tem muito orgulho das suas origens, atletas da várzea são deixados de lado em um processo natural do futebol, atualmente poucos conseguem alcançar o status que a dupla do Flamengo atingiu, apesar de ser o mesmo esporte, estar em regiões próximas de CT’s e estádios do Brasil, aparentemente, aos diregentes do futebol brasileiro, não é possível encontrar altetas com um nível de futebol que seja aproveitado em suas equipes. 

  • Estrângeiros em evidência:

Carlos Sanches e De Arrascaeta, uruguaios, Soteldo, venezuelano, Yony Gonzalis, oriundo da Colombia, nomes que destoaram em 2018, tem em comum, além do bom futebol, o fato de não serem nascidos em terras tupiniquim, esses são bons exemplos de contratações que deram sucesso, mas e as que não se sairam tão bem?

Angelo Araos, chileno, custou cerca de 20 milhões de reais aos cofres corinthianos e jogou apenas 21 partidas até que fosse notado que o atleta não tinha condições de vestir a camisa alvinegra, Kazim, atacante nascido na Inglaterra e com cidadania turca é outro que teve seu futebol contestado, entre 2017 e 2018 o atacante jogou 31 partidas e apenas compôs o elenco que foi bicampeão paulista.

  • A beira do campo:

Jorge Jesus, Português com vasta experiência no futebol europeu, chegou ao Brasil com status de estrela e fez valer toda expectativa criada em torno de si, Flamengo campeão da Libertadores e do campeonato brasileiro em uma tacada só, os milhões investidos deram resultado. Juan Carlos Osório e Jorge Sampaoli, são outros nomes que mesmo não tendo conquistado títulos, estão marcados na memória dos torcedores são paulinos e santistas consecutivamente. É nítida a contribuição que esses treinadores deram ao nosso futebol, mas será que não temos outros treinadores como, Tiago Nunes e Fabio Carille, profissionais brasileiros que custam a ser aproveitados enquanto torcedores se empolgam com a chegada de Rafael Dudamel, ex-goleiro venezuelano que irá comandar o Atlético Mineiro em 2019.

  • Mercado da Bola

Ao que parece, dirigentes brasileiros tendem a sentir uma atração por nomes de outras nacionalidades, nota-se a empolgação em contratar estrangeiros, é isso, ou perceberam que por mais que se desconheça as referências do “fato novo” (contratação de atletas de outra nacionalidade), o fã de futebol é acalmado com contratações internacionais, que envolvem altos valores e geram grande expectativa.

Entre acertos e erros precisamos ficar atentos a depreciação que isso está causando aos nossos atletas, quem acompanha a várzea, sabe que nomes como Mauá, atacante matador decisivo em muitas equipes, Celso, goleiro campeão da Copa Kaiser, entre outros, com certeza iriam contribuir para um futebol competitivo em qualquer equipe do cenário nacional. 



A resiliência no futebol brasileiro é um fator que ano a ano, vai justificando situações como a que o Cruzeiro chegou, um show de trapalhadas que podem de alguma forma estar relacionadas a distrair o torcedor, ao invés de cumprir o papel esperado, a nação que ficou conhecida como o país do futebol, agora esporta seus talentos para contratar atletas “descartáveis” de outros países, façamos uma reflexão para tentar entender se esse cenário pode mudar ou se teremos que nos acostumar com essa nova realidade.

No futebol, todos são bem-vindos, porém, precisamos estar atentos a manobras organizadas que além de iludir o torcedor, podem estar deixando de lado, quem precisa de uma oportunidade e que não está sendo observado pelo simples fato de ser brasileiro!

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Roger Marques

Redator do site www.avarzea.com.br e colunista do site www.spfc24horas.com.br

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